Rio Maior está parada.
Eu não me conformo.
Um projeto de meses, de um homem só, farto de ver a cidade a viver de grupos de Facebook e de bater às portas dos cafés.
Sou da nova geração e, para mim, é impensável a ausência digital desta cidade. Procuro algo que resolva um problema meu e a internet só me sabe falar de Lisboa, do Porto, de tudo menos daqui. Como se em Rio Maior não houvesse nada bom. E há.
Há muito comércio escondido. Negócios que, para quem procura online, simplesmente não existem. Vivem de redes sociais como se isso fosse o auge da internet. Está longe de o ser.
Rio Maior Digital nasceu para mudar isto: pôr o comércio riomaiorense num sítio onde é encontrado, ligá-lo, e prepará-lo para as próximas gerações.
Ligar negócios. Criar parcerias. Sem parcerias não há evolução; sem concorrência também não. E todos contam, não só quem tem loja aberta ou gabinete chique. O jovem que começa a fazer serviços de eletricista ao domicílio. A esteticista com um gabinete em casa. Todos movem a economia.
Rio Maior tem capacidade. As pessoas têm dinheiro. Ficamos atrás dos grandes porque continuamos a valorizar o que não interessa. Uma cidade pequena que, ao mesmo tempo, é gigante. Só falta mostrar à população que vale a pena modernizar-se e acreditar que não temos de ficar para trás.
Se os negócios não se põem online, ponho eu. Dou a cada negócio um lugar onde é encontrado, onde vende, onde marca, onde cresce. É isso que o Rio Maior Digital é.